Zoo de Lourosa assinala nascimento de quatro crias de flamingo
O Zoo de Lourosa assinalou o nascimento de quatro crias de flamingo, num momento de particular relevância para o único Parque Ornitológico do País e para a sua missão de conservação. As novas crias já podem ser observadas na instalação dos Flamingos, permitindo aos visitantes acompanhar de perto uma das fases mais delicadas e fascinantes do ciclo de vida desta espécie.
São filhos da casa e parte de uma família cada vez maior. O bando de flamingos do único Parque Ornitológico do país celebrou, esta semana, o nascimento de mais quatro crias, num marco de especial significado para o Zoo de Lourosa. “É um momento muito simbólico para nós, porque se trata de casais que nasceram no nosso Zoo e que agora contribuem ativamente para a continuidade e expansão do bando”, destaca Andreia Pinto, Curadora da Coleção de Aves do único Parque Ornitológico do país.
Em 2017, o Zoo de Lourosa tinha cerca de 20 flamingos, constituídos por aves irrecuperáveis provenientes do Parque Nacional de Doñana, às quais se juntaram aves do Zoo de Basileia. Em 2019 nasceram as primeiras fêmeas e, desde então, o bando duplicou de tamanho, alcançando agora, com o nascimento dos mais recentes membros da família, cerca de quatro dezenas de aves.
A perspetiva é que esta tendência de crescimento se mantenha, especialmente agora que os mais recentes casais se encontram “saudáveis e em idade reprodutiva”. “Para além dos quatro nascimentos, registamos um total de 10 ninhos ativos, o maior número registado numa época de cria no Zoo de Lourosa, o que é, para nós, um indicador positivo do sucesso reprodutivo da espécie e das condições de bem-estar e estabilidade que procuramos proporcionar”, sublinha Andreia Pinto.
Este é um momento ganha especial relevância no contexto da missão do Zoo de Lourosa, que reconhece o papel fundamental dos zoológicos na conservação da biodiversidade e na proteção das espécies. O nascimento destas quatro crias reflete, assim, o compromisso do Zoo com a criação de condições que promovem o bem-estar animal, a reprodução natural das espécies e a sua missão de conservação enquanto único Parque Ornitológico do País.
A evolução deste processo continua a ser acompanhada de perto pela equipa técnica do Zoo de Lourosa, que monitoriza todas as fases do desenvolvimento dos mais recentes membros do bando de flamingos.
“Neste momento procuramos dar o máximo de tranquilidade para que a incubação e o desenvolvimento das crias possam acontecer da forma mais serena e saudável possível”, afirma a Curadora. Nesse sentido, a habitual “Hora de Alimentação dos Flamingos” mantém-se temporariamente suspensa de forma a “minimizar qualquer potencial perturbação no habitat”.
O Zoo de Lourosa continuará a acompanhar de perto a evolução das crias e promete partilhar novidades em breve, apelando, até lá, à compreensão dos visitantes para a importância de preservar a tranquilidade deste momento especialmente significativo.

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