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10 países enviam 35 aves de 18 espécies diferentes para o Zoo de Lourosa


Para conhecer: espécies raras, especiais e as recém-chegadas ou recém-nascidos

Em plena primavera, e com o verão a dar ares da sua graça com temperaturas e condições climatéricas estivais, a época de cria dá sinais de um ano promissor, naquele que é o único Parque Ornitológico do País.
É nesta a estação do ano que as aves cuidam dos seus ovos nos ninhos. A criação de condições ótimas nos habitats de cada uma das espécies é crucial para garantir o bem-estar animal e a sua reprodução. No Zoo de Lourosa, nesta altura do ano, vemos os nossos habitantes a multiplicarem-se!

Por esta razão é tão importante a reabilitação e a cobertura de várias instalações, de modo a criar habitats capazes de albergar espécies provenientes dos cinco continentes, proporcionando-lhes condições plenas de recriação dos seus territórios autóctones.
Chegaram ao parque 35 aves novas de 18 espécies diferentes. Está na altura de as conhecer! 

Espécies recém-chegadas do Habitat Africano
Chegaram recentemente três espécies ao Zoo de Lourosa e encontram-se perfeitamente adaptadas à sua nova casa.

O casal de Grous Coroados com as suas plumagens brancas e cinzentas e a crista inigualável, que lhe confere o nome comum, alimenta-se de vegetais, sementes, minhocas, pequenos peixes, sendo a sua atividade predileta a procura de alimentos no solo.

Por sua vez, as Cegonhas de Abdim caracterizam-se pelos seus hábitos migratórios, como de resto é característico nestas pernaltas nas suas diferentes subespécies, com o intuito de aproveitar o melhor das chuvas da primavera, sendo que o seu conforto eleito são os poleiros mais altos. Estas aves não se encontram em perigo de perda de habitat natural, contudo, são neles caçadas devido à superstição que trazem chuva para as terras secas.

O jovem casal de Calau Trompeteiro pertence ao grupo dos bucerotiformes e apresenta um canto muito particular semelhante ao choro de uma criança.

Novas espécies ao abrigo dos programas de conservação da EAZA
A EAZA - Associação Europeia de Zoos e Aquários, age com o intuito de promover o bem-estar fisiológico e psicológico animal e a biodiversidade global.
O Zoo de Lourosa é membro da EAZA e abrigou, pelos programas de preservação de espécies que leva a cabo, 7 aves com nomes característicos que nos relembram contos e histórias.
Calau enrugado, Cegonha de Abdim, Grou de Pescoço Branco, Ave Martelo, Papagaio Amazonas de Fronte Vermelha, Faisão Argus e o Pombo Coroado de Sclater (espécie recém descoberta) são algumas espécies que fazem parte deste grupo.
No decorrer dos programas de conversão daquela associação europeia, com a finalidade de suportar a sobrevivência das espécies, destacam-se alguns Zoos além-fronteiras, que fizeram chegar os novos habitantes ao Zoo de Lourosa, provenientes de Espanha, Bélgica, República Checa, Alemanha, Holanda, Polónia e Eslováquia.

As “especiais”
No decorrer do programa da EAZA, o Zoo de Lourosa assumiu a coordenação do ESB (European StudBook) do Urubu-rei e as monitorizações da Íbis Escarlate e do Calau do Casco Cinzento.


Urubu-rei

Com o nome científico Sarcoramphus papa, esta espécie pertence ao programa reprodutivo da EAZA, o ESB - European StudBook. Através deste programa, o coordenador do StudBook reúne todas as informações acerca da espécie em estudo, em todos os Zoos europeus. Neste caso, o Zoo Lourosa reúne as informações com o intuito de analisar a evolução da espécie com a finalidade de emitir recomendações acerca de possíveis transferências de animais em cativeiro, em função da viabilidade e manutenção da espécie.
Anteriormente coordenada pelo Burgers’ Zoo na Holanda, esta espécie habita no território brasileiro e assume um papel importante no zelo do meio ambiente, ao alimentar-se de animais exterminados por doença ajudando a controlar epidemias. Conhecido pela sua cabeça e pescoço que fazem lembrar o arco-íris, devido à sua baixa capacidade de reprodutividade e à degradação do seu habitat, é uma espécie rara.


Íbis escarlate

A espécie Íbis escarlate encanta com a cor vibrante que lhe dá nome. Assume a especificidade de um verdadeiro camaleão ao passar da cor preta, antes de atingir a fase adulta, até ao seu escarlate ofuscante! Para conseguirem manter a sua coloração, necessitam de seguir uma dieta à base de proteína e camarões. A sua monitorização acontece através da realização de um estudo, com o objetivo de mensurar a influência da dieta na sua coloração.
Estas aves são particularmente adoradas no território de Trinidad y Tobago, sendo o seu símbolo nacional.


Calau de casco cinzento

O Zoo de Lourosa tem tido um papel preponderante para a manutenção e procriação em cativeiro desta espécie.
Em 2009, o Zoo foi o primeiro a conseguir reproduzir o Calau de casco cinzento em cativeiro na Europa e um dos poucos do mundo, já que àquela data apenas o Zoo de San diego nos EUA haviam registado criação em 2004. Desde então, tem, com a nova geração, contribuído com várias fêmeas para formar jovens casais desta espécie em outros Zoos do mundo.
Sendo uma espécie dificilmente reproduzida em cativeiro, este acontecimento é um marco importante para esta ave. Para a sua reprodução, primeiramente, é fundamental que o casal seja compatível e que a fêmea encontre um tronco do seu agrado para fazer o ninho.
Esta espécie não se encontra em vias de extinção, contudo a perda de habitat, a sua captação para consumo humano e para tráfego internacional, tem vindo a aumentar a importância para a sua preservação.
Em 2016 nasceu o primeiro macho da espécie criado no Zoo de Lourosa, que já seguiu para o Zoo de Blackpoll na Inglaterra onde tem uma jovem fêmea para emparelhar.


Saídos da Casca
As grandes novidades estão a sair da casca! São 3 Kookaburras Risonhas recém-nascidas e bem protegidas pela progenitora, 2 ovos de Flamingo, 3 crias de Anu Branco, que estão pelo primeiro ano no POL e criaram, comprovando a sua perfeita adaptação ao novo habitat. De resto, o Pavãozinho do Pará está no choco assim como a sua vizinha de instalação, a Íbis escarlate!
Em breve poderemos ter muitas mais novidades e habitantes juvenis alegres e esvoaçantes! A Missão do Único Parque Ornitológico português continua a seguir assim o seu rumo na conservação e preservação de espécies de aves dos 5 continentes!



2017-06-01